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Review: Love (2016)

Março 7, 2016
LoveBanner

cartaz de Love (2016), nova produção da Netflix

Love narra a história de Mickey e Gus, dois recém solteiros que se encontram em uma mercearia numa situação não muito típica, acabam se tornando amigos e se envolvendo romanticamente e como toda boa história de amor as coisas dão errado.

Quando vi a proposta da série logo enquadrei a série como comédia romântica, no decorrer dos eps. essa colocação se mostrou adequada, porém observações devem ser feitas; Love é uma comédia romântica real, as coisas não são certinhas, os personagens estão longe de serem perfeitos e as coisas dão errado como em qualquer relacionamento. A maneira como os personagens foram construídos e interpretados foi fundamental para o ar de realidade da história. Vamos esclarecer um pouco sobre os personagens.

Gus é um nerd trintão que acabou de ser chutado pela namorada terminar um longo relacionamento, ele é interpretado pelo Paul Rust que construiu uma ótima imagem de nerd trintão, jeans, camiseta e tênis na maior parte das situações, a cara de inadequação social, o gosto duvidoso para filmes, a cara de quem ainda não se encontrou na própria vida e age como se ainda fosse adolescente se recusando a crescer, uma construção perfeita na sua multiplicidade de detalhes.

Mickey é uma trintona viciada em drogas, álcool e sexo e amor, acabou confundido sexo com amor e viveu um relacionamento onde só ela queria algo mais e convenhamos, isso é uma merda. Parece ser descolada, o tipo de garota que muitas garotas se matariam para ser, mas é insegura, grossa e insensível, a típica mean girl. Ela é interpretada pela Gillian Jacobs, que assim como o Rust fez um trabalho sensacional construindo a personagem, depois da série duvido que a Mickey pudesse ser interpretada por outra pessoa.

Voltando, esses dois perfis tão diferentes acabam se juntando por um acaso do destino. No começo parece que vai dar certo, mas quando as diferenças batem de frente a situação muda e é preciso pensar se vale ou não a pena seguir com essa insanidade toda.

O que me deixou espantada foi a dose de realidade. Sou fã incondicional de comédias românticas, já assisti milhares de horas de filmes sobre o tema, é possível constatar que grande parte deles é milimetricamente perfeita, são casais bonitos, que mesmo quando se odeiam combinam, o que dá errado é só um elemento para render uma história, quando tem drama não é algo impossível de ser resolvido, enfim, não é real, não é o tipo de coisa que você vai ouvir que aconteceu com aquela tua prima que mora lá longe, é o tipo de coisa que você nunca vai ver fora da tv. Isso é bom por um lado, a perfeição é tanta que é possível criar a ilusão que um dia rola, por outro é bem ruim, afinal é uma ilusão. Love quebra essa barreira, chega gritando “ei, relacionamentos não são perfeitos, pessoas não são perfeitas, é de um jeito imperfeito que as coisas acontecem e tudo bem”.

cena de Love (2016)

cena de Love (2016)

A maneira como a realidade foi aplicada é fantástica, entretanto, foi o elemento que mais partiu meu coração. Certos trechos vi a Mick passando coisas que já passei ou vi amigas passando e deu vontade de entrar no pc e dizer “amiga, para”, a interpretação da Jacobs é sensacional, parece que ela está realmente sofrendo por conta daquilo, o sentimento parece real. Ela é uma moça de coração partido e cheia de defeitos assim como qualquer garota.

Um ponto que me deixou incomodada foi o excesso de cenas de sexo/nudez, isso é algo que eu não gosto, uma cena ou outra é necessário, mas acho que a série tem demais e mal dosadas, alguns eps são basicamente sobre isso enquanto outros não tem nada. Vai do gosto do fregues e o meu não agradou.

Espero que na segunda temporada sejam explorados alguns pontos que não foram tão abordados na primeira, quero ter a oportunidade de conhecer melhor os personagens secundários que parecem ter um papel importante na vida dos principais.

Gostei bastante da série, mas não a recomendo por hora, quando a segunda temporada estiver próxima é um momento mais propício para os fãs de comédia romântica. Quem não gosta do gênero e só quer algo para passar o tempo é uma ótima pedida!

Até a próxima!

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